Hello, meus/minhas queridos(as) da Explicaê! Hoje vamos revisar algumas coisinhas super, hiper, mega importantes sobre o tominho (estômago), as tripas (intestino) e outras coisitas mais do sistema digestório. Isso mexxxmo, se chama digestório, nada de digestivo, tá? #enemquemesiga

Segundo o conceito mais técnico de digestão, esse processo é uma hidrólise enzimática de macromoléculas em micromoléculas alimentares absorviveis pelas células. Eitcha, quantos termos técnicos! Provavelmente, você não entendeu nada! Hahaha

Traduzindo: a digestão é a quebra de alimentos para torná-los tão pequenos ao ponto de poderem ser absorvidos pelas nossas células.

O processo de digestão pode ser físico(mecânico), quando não ocorre participação de enzimas, ou ainda químico, que é quando as enzimas participam. Mastigação, deglutição, emulsificação, absorção e evacuação são físicos enquanto que a insalivação, quimificação e quilificação são químicos(enzimáticos). Iremos ver cada um deles a partir de agora.

 

A mastigação perfura, corta e tritura os alimentos expondo sua superfície interna à ação das enzimas da saliva, ou seja, a ação física da mastigação termina ajudando a ação química das enzimas salivares. Nossa heterodontia (dentes diferentes: incisivos, caninos, pré-molares e molares) permite que possamos nos alimentar de uma variedade muito grande de seres. Após a mastigação, o bolo alimentar já insalivado será empurrado para a faringe pela ação da deglutição que ocorre pela ação da língua contra o palato duro.

A insalivação é o principal processo digestivo que ocorre na boca, é nela que a saliva será adicionada ao alimento, permitindo a umidificação, alcalinização e quebra do amido do alimento. Alimentos ricos em amido, como massas, pães, arroz, cuscuz, são hidrolisados pela ação da enzima ptialina ou amilase salivar, que atua em ph neutro e temperatura próxima a 37º. Após a quebra, o amido é transformado em maltoses, que será também quebrada mais tarde no intestino. Após a ação da saliva, o alimento passa a ser chamado de bolo alimentar e será deglutido na direção da faringe.

A produção de saliva ocorre nas glândulas salivares e é estimulada pelo sistema nervoso autônomo parassimpático, gerando a famosa “água na boca”.

Ao passar pela faringe, o alimento é direcionado para o esôfago, onde será impelido para o estômago através dos movimentos peristálticos.

Ao chegar no estômago, o bolo alimentar estimula a produção do hormônio gastrina, que leva à produção do suco gástrico formado de água, HCL e enzimas(pepsina, renina e triburitina). O HCL(ácido clorídrico) tem ação bactericida, esterilizando os alimentos que chegam ao estômago, além de ativar a enzima pepsina que é a principal enzima do suco gástrico.

O papel da pepsina é quebrar as proteínas de alimentos como carne, ovo e leite, transformando-as em peptonas (aglomerados de aminoácidos). A renina age coagulando o leite materno quando somos bebês e a triburitina ou lipase gástrica atua quebrando gorduras, apesar de essa enzima ser pouco funcional no suco gástrico. Após a ação do suco gástrico, o bolo alimentar se transforma em uma massa branca e ácida, denominada de quimo e, por isso, ação do suco gástrico é denominada de quimificação.

Atualmente, algumas cirurgias denominadas de bariátricas ou gastrectomias isolam parte do estômago com a intenção de reduzir a ingestão de alimentos, já que é o estômago que determina a saciedade. O estômago, quando esta vazio, produz o hormônio grelina, que gera a sensação de fome no indivíduo, mas o preenchimento dele faz parar a produção desse hormônio, gerando sensação de sacies. Ao reduzir o tamanho do estômago com a cirurgia, a ingesta de alimentos para preenche-lo é menor, gerando sacies com pequena ingestão de alimentos. Existem dois tipos de gastrectomia ou cirurgia bariátrica: a vertical ou sleeve e a horizontal ou by-pass.

 

Após a quimificação no estômago, o quimo é encaminhado para o intestino delgado, onde passará por um novo processo de transformação química denominada de quilificação. O intestino delgado é subdividido em três partes: duodeno, jejuno e íleo.

O duodeno recebe sucos digestivos provenientes do fígado, do pâncreas e do próprio duodeno. A bile é produzida no fígado, armazenada na vesícula biliar e atua no duodeno transformando as grandes gotas de gorduras em gotículas, processo denominado de emulsificação ou efeito detergente. A bile é formada de sais biliares e colesterol, não contém enzimas digestivas sendo aproveitadas células sanguíneas velhas na sua produção.

A produção da bile depende do estímulo do hormônio Secretina, já a sua liberação depende do hormônio Colecistoquinina.

Além da bile, é liberado no duodeno o suco pancreático e o intestinal que transformarão o quimo em quilo agindo com a ação de várias enzimas contidas nesses sucos e observadas no esquema abaixo.

Após a digestão no duodeno, o quilo é formado por aminoácidos, glicoses, ácidos graxos, glicerol, vitaminas, água, sais e restos não digeridos de alimentos. Ao passar pelo jejuno e íleo, as microvilosidades desses órgãos irão absorver esses nutrientes que serão enviados para a veia porta e deverão ser entregues ao resto do corpo. Ácidos graxos e glicerol são enviados aos vasos linfáticos para serem distribuídos para as células do nosso corpo.

Ao passarem pelos cólons do intestino grosso, a água e os sais serão absorvidos e os compostos não digeridos formarão o bolo fecal, posteriormente eliminado pelo ânus.

Abaixo temos os principais hormônios que atuam na fisiologia do sistema digestório.

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