Olá, vestibulando (a)! Tudo em paz? Hoje vamos falar de uma assunto que está sendo muito discutido: as vacinas. Com o início da pandemia causada pelo vírus Sars-CoV-2, o novo coronavírus, diversas vacinas foram desenvolvidas com o intuito de prevenir novas infecções e reduzir o risco de internações além da mortalidade associada a essa infecção. Algumas delas já se encontram aprovadas para uso pela OMS e várias outras encontram-se em desenvolvimento. Mas você sabe como funcionam essas vacinas? Gostaria de entender melhor sobre elas? Então continua com a gente no nosso blog!

As vacinas protegem nosso organismo por permitirem o contato prévio do nosso sistema imunológico com antígenos de um determinado microrganismo (fragmentos de microrganismos ou microrganismos inativados/atenuados). Assim, células especializadas do nosso organismo realizarão o reconhecimento dos antígenos, processarão e os apresentarão para as demais células do nosso sistema imune.

Dessa forma, o nosso organismo gerará uma resposta imune adaptativa, na qual os linfócitos T irão atuar por meio da liberação de substâncias estimuladoras do sistema imunológico e destruição de células infectadas, enquanto os linfócitos B produzirão anticorpos, além da geração de células de memória.

Imagem 1: Mecanismo de funcionamento das vacinas convencionais no desenvolvimento da resposta imunológica. Traduzido de Nature.

Link: https://www.nature.com/articles/s41577-020-00479-7

Você sabia que todas as vacinas aprovadas para uso pela OMS devem apresentar testes e ensaios clínicos que demonstrem segurança e eficácia? Além disso, para ser aprovada para uso, as vacinas devem apresentar pelo menos 50% de eficácia!

Além disso, no Brasil, todas as vacinas passam pela análise da ANVISA, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Essa análise leva em consideração diversos aspectos, desde a segurança até a produção da vacina.

Vamos agora responder algumas dúvidas muito importantes acerca das vacinas:

  • Se eu me infectar pelo coronavírus, ainda posso me infectar novamente?

A resposta é: sim! Bora lá entender o porquê:

Após a infecção, nosso organismo produzirá células de defesa específicas e anticorpos contra o vírus. No entanto, é possível que ocorra a reinfecção, uma vez que a presença de anticorpos costuma perdurar por alguns meses após a infecção. Assim, a reinfecção é possível!

Por ser uma infecção relativamente recente, ainda é difícil mensurar por quanto tempo uma pessoa curada da infecção ou mesmo vacinada continuará produzindo anticorpos. O que se sabe é que as vacinas são capazes de estimular um maior repertório de células e uma resposta imune mais efetiva.

Além disso, mesmo em pessoas não consideradas como grupo de risco para o coronavírus, como idosos e doentes crônicos, por exemplo, o curso da infecção pode ser muito variável, sobretudo, com o surgimento de novas variantes.

  • Todas as vacinas funcionam da mesma maneira?

A resposta é: não!

Agora que já entendemos como as vacinas funcionam no nosso organismo de maneira geral, vamos lá conhecer as tecnologias envolvidas nas vacinas atualmente em uso no Brasil:

Vacinas de RNA mensageiro (Pfizer/BioNTech):

Essas vacinas são compostas por moléculas de RNA mensageiro que codificam proteínas virais. No caso das vacinas contra o coronavírus, esse RNA mensageiro é codificante da proteína Spike, uma proteína da superfície viral, essencial para a entrada do vírus na célula.

Ao entrar na célula, o RNA mensageiro é traduzido em proteínas do vírus, que, por sua vez, são apresentadas na superfície das células. Por se tratar de uma proteína exógena, ou seja, que não pertence ao indivíduo, o sistema imunológico produzirá uma resposta imune contra esse antígeno.

Imagem 2: Representação esquemática do mecanismo de funcionamento das vacinas de RNA. Adaptado e traduzido de Nature. Link: https://www.nature.com/articles/d41586-021-00019-w

 

Vacinas de vírus inativado (Coronavac-Sinovac):

É a tecnologia de produção de vacinas humanas mais tradicional, conforme mostrado na imagem 1. Diversas vacinas utilizadas atualmente contra outros microrganismos são produzidas dessa maneira. Na vacina Coronavac, o próprio coronavírus é inativado, ou seja, torna-se incapaz de produzir infecção, é inoculado no indivíduo. O vírus inativado será capturado, processado e apresentado às células do sistema imunológico, que passarão a produzir anticorpos e células de memória contra a infecção.

 

Vacinas de Adenovírus modificado (Oxford/AstraZeneca e Janssen-Johnson&Johnson):

Essas vacinas utilizam um Adenovírus geneticamente modificado. O Adenovírus é incapaz de causar doenças em humanos, portanto, trata-se de uma estratégia muito segura, tal como as demais apresentadas. Nesse caso, o Adenovírus recebe parte do RNA viral do coronavírus, por engenharia genética.

Ao entrar no organismo, os Adenovírus entrarão nas células e liberarão o RNA do coronavírus, que, por sua vez, será traduzido em uma proteína. A proteína produzida será apresentada e reconhecida pelo sistema imunológico, que passará a produzir anticorpos e células de memória contra o vírus.

Imagem 3: Representação esquemática do mecanismo de funcionamento das vacinas de Adenovírus. Traduzido de Research America. Link: https://www.researchamerica.org/blog/ad-ding-value-science-behind-adenovirus-vector-vaccines.

 

É muita tecnologia envolvida, não é mesmo? Mas para que tudo isso alcance maior eficiência, é necessário que as doses sejam administradas de acordo com as especificações de cada fabricante de vacina!

AstraZeneca: 2 doses, com intervalo de 12 semanas.

Coronavac: 2 doses, com intervalo de 2 a 4 semanas.

Pfizer/BioNTech: 2 doses, com intervalo de 30 dias*

*alguns municípios brasileiros estão utilizando maior intervalo.

Janssen: dose única.

 

Ou seja, nada de deixar para lá a segunda dose ou atrasar a segunda dose, heim! 😉

  • Se eu tomar vacina, já estarei automaticamente imunizado?

A resposta novamente é: não! E vou lhe explicar agorinha o porquê:

Como já lhe expliquei anteriormente, para o nosso corpo gerar uma resposta contra um patógeno, diversas etapas são necessárias, portanto, não tem como você ser imunizado tão rapidamente!

Em geral, a primeira dose da vacina já fornece alguma proteção contra o vírus, mas, se a vacina utilizada apresenta duas doses, nada de largar os cuidados (uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social) antes da hora.

De acordo com o Butantã, o nosso organismo leva cerca de duas semanas para apresentar anticorpos neutralizantes contra o patógeno. Mas claro, esse período não é uma regra geral, uma vez que cada organismo poderá reagir de uma maneira!

  • E quanto ao surgimento das novas variantes virais? Estarei imunizado se utilizar as vacinas disponíveis?

Essa é uma dúvida bem pertinente para o atual cenário no qual estamos observando o surgimento de novas variantes virais. Diversos estudos estão sendo conduzidos para verificar a efetividade contra a variante Delta, mais transmissível no momento.

Estudos recentes demonstraram que a imunização com duas doses das vacinas Pfizer, Coronavac ou AstraZeneca são eficientes contra a variante Delta (o nível de eficiência varia para cada fabricante). Para a vacina da Jonhson&Jonhson, sabe-se que os indivíduos que receberam essa vacina apresentaram forte atividade neutralizante contra essa variante, no entanto, mais estudos ainda precisam ser realizados.

  • Quais são os efeitos colaterais da vacinação?

Assim como diversas outras vacinas, as vacinas contra o coronavírus podem resultar em efeitos colaterais indesejáveis, mas, em geral, bem toleráveis. Esses efeitos incluem:

– Dor ou edema no local da aplicação;

– Mal-estar e/ou cansaço;

– Dores de cabeça;

– Dores musculares;

– Febre e calafrios.

 

Esses sintomas geralmente apresentam curta duração. Reações graves têm sido muito raras.  

Alguns relatos atribuem risco de trombose ao utilizar a vacina contra o coronavírus. No entanto, estudos recentes apontam maior risco de desenvolver trombose ou mesmo outros quadros mais graves após uma infecção por covid do que pela vacinação!

Imagem 4: Comparação entre o risco de trombose ao utilizar as vacinas contra o coronavírus e ao adquirir a infecção. Link: https://twitter.com/oatila/status/1394063372732309510

Quanto ao risco de desenvolver a síndrome de Guillain-Barré, de acordo com FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, a vacina da Jonhson&Jonhson pode aumentar o risco de desenvolvimento dessa doença. No entanto, o número de pessoas que desenvolveram essa doença é baixo em comparação com o número de doses aplicadas (100 casos foram notificados em um total de 12,5 milhões de doses administradas, 95 desses casos exigiram hospitalização).

 

  • Pessoas que já tiveram covid anteriormente podem tomar a vacina?

A resposta é: sim! No entanto, deve-se esperar um período de pelo menos 30 dias após o término da infecção para receber a vacina. Além disso, recomenda-se um intervalo de 14 dias entre a vacina contra o coronavírus e a vacina contra a gripe.

 

  • Todos podem tomar a vacina contra o coronavírus?

Não! Nem todas as pessoas podem tomar a vacina. Indivíduos abaixo da faixa etária recomendada por cada fabricante poderão ser imunizados assim que mais estudos comprovem a segurança da utilização da vacina. Além disso, portadores de doenças que afetem o sistema imune ou em uso de imunossupressores deverão sempre consultar o médico!

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