A ARTE MODERNA NO BRASIL PARA O ENEM - PARTE I

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Fala, bb! O assunto do nosso blog de hoje é a arte moderna no Brasil. Vamos entrar no clima dos festejos juninos, meu povo! Olha a gente aqui de novo xaxando, olha a gente aqui de novo para xaxar! Atenção: você que não é das regiões que dançam um forrozinho, não é safadeza, tá? É uma dança arretada! hehe Para dançar sozinho ou agarradinho! Você que decide!

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diversao

 

 

Não tem período mais gostosinho, cheirosinho e danado de bom, não é meu compadre? Minha comadre? Pois bem… Falar desses assuntos trazem uma reflexão sobre a importância da cultura popular e como ela reflete em nossa sociedade como um todo.

Chuchu, você acredita que já teve uma época, em nosso país, que tais valores não eram bem vistos? Por exemplo, os negros iam para as ruas praticar o tal do “entrudo”, que nada mais era que um carnaval de rua, de melação com farinha, água e outras coisinhas mais. Era o famoso “mela-mela”! Tenho certeza de que, em sua região, há alguma festividade parecida! E que convenhamos, é massa demais! Farra boa da poxa!

Mas o ponto em que quero chegar é que na época era coibido pelas autoridades, pois esse tipo de festejo era considerado arruaça, desordem. O carnaval oficial era praticado pelas elites, em salões e clubes da alta sociedade, com base no carnaval de Veneza e suas máscaras. O que era do pobre, do preto, era visto com grande desconfiança e preconceito. Já ouviu essa história em algum lugar? Pois é… É algo antigo e enraizado em nossa sociedade, infelizmente.

 

carnaval

“Entrudo”, 1823. Jean-baptiste debret.

 

O que essa história toda tem a ver com o conteúdo desse blog? A ideia é de fazer você pensar sobre a importância de se ter valores culturais, de se ter uma identidade. Era isso que os artistas modernos brasileiros queriam que fosse despertado em nosso Brasil, um país tropical e abençoado por deus! Que maravilha, não?

Mas o princípio foi bem complicado…

 

calculando

 

 

Acontecimentos precursores da Semana de Arte Moderna de 1922

 

Ponto 1

Um grupo grande de imigrantes acabaram vindo ao Brasil, em busca de uma vida nova, promissora, nesse país que estava em processo de crescimento.

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As principais levas de imigração para o brasil ocorreram entre meados do século 19 e a primeira metade do século 20. “Portugueses, italianos, espanhóis, japoneses e alemães constituíram os principais fluxos em termos quantitativos”, diz a socióloga Ethel Kosminsky, da Unesp de Marília (SP). Sendo que até a primeira metade do século 19, muitos vinham atraídos por terras oferecidas pelo governo brasileiro, principalmente para ocupar o sul do país. Já a partir de 1870, a coisa mudou, pois o ciclo econômico do café se tornara o principal produto de exportação do Brasil, mas a sua produção utilizava da mão-de-obra escrava, que começava sua crise — o tráfico de escravos já havia sido suspenso e a abolição total da escravatura viria em 1888. Era necessário então substituir esse trabalhador liberto por uma mão de obra de fora do país.

É nesse momento que chegam trabalhadores de todos os tipos, inclusive artistas! Ou você achou que eu ia ficar dando aula de História e Geografia nesse blog? Me poupe… Sou de Arte! E essas aulas eu faltei porque estava me agarrando… Então vamos focar na Arte agora!

 

auto-retrato

 

Artistas como o lituano Lasar Segall, vieram para o Brasil e trouxeram na mala algumas novidades. No caso dele, o nosso primeiro contato com o movimento expressionista. Trabalhos na pegada de “O grito”, com sua feiura estética, mas com certa beleza. Deu pra entender essa doideira? Não? Nem eu! Mas enfim… A galera da época também não entendeu nada, mas deu valor por se tratar de um cara de fora do país.  Sabe com o é brasileiro… Adora algo de fora… 🙊

 

Ponto 2

Já com Anita foi diferente… E não estou falando Anita “Girl from Rio”! Se bem que tem algumas coisas parecidas nas histórias… Estou falando de Anita Malfatti, um grande expoente da arte moderna brasileira!

 

anitta

 

Ela era uma mulher à frente de seu tempo! Girl power pura! Era artista, viajou para fora do país para estudar Arte, teve contato com o expressionismo, o cubismo, ufa! Viveu inúmeras aventuras! Quando retornou ao Brasil, veio cheia de ideias na bagagem e logo tratou de mostrar as novidades. Organizou uma exposição de seus trabalhos em 1917 e o resultado foi… um fiasco total! As pessoas odiaram as obras e ela foi duramente criticada.

Você deve estar pensando: “Mas peraí! A galera já não tinha tido contato com obras modernistas através de Segall? Já não tinha dado tempo pra galera se acostumar com essa estética?”. Então, bb, na verdade, o problema foi um artigo publicado por um carinha chamado Monteiro Lobato. Pois é… O cara da literatura, do Sítio do Picapau Amarelo! O cara era pura influência na sociedade da época e tudo o que ele dizia ou escrevia a galera assinava em baixo.

Diziam as más línguas que ele não era muito chegado na arte moderna, ele era mais tradicional, mais acadêmico… Aí ele viu a exposição de Anita e publicou o famigerado e fatídico artigo “Paranoia ou mistificação?”, que, de modo simples, dava a dica: Anita, vá pilotar fogão, mulher! Você tem mais o que fazer! Não invente moda! Isso não é papel de mocinha! Aí não teve jeito. A galera caiu matando! Anita foi esculachada e pensou até em abandonar a pintura… mas monteiro lobato e seus comparsas não contavam com a minha astúcia!

 

astucia

 

Surgiu um grupo de Chapolins amarelados e esverdeados, que desejavam o fim desse monopólio tradicional, dessa sociedade cheia de frescura e burocracias. Caras como Mário de Andrade e Oswald de Andrade, importantes escritores modernistas, chegaram junto de Anita e formaram um dos grandes movimentos de nossa Literatura e Arte. Estamos falando da Semana de Arte Moderna de 1922.

Mas aí já você vai ter que esperar mais um pouquinho, controlar a sua ansiedade, para ver as cenas dos próximos capítulos… Por enquanto, entra lá no Globoplay e procurw por uma minissérie chamada “um só coração”.

 

um-so-coracao

 

Foi produzida em homenagem aos 450 anos de São Paulo e se passa entre 1922 e 1954, período em que a cidade se torna um grande centro econômico e cultural do país. A Semana de Arte Moderna, em 1922, a Revolução de 1924, a Crise de 1929, a Revolução de 1932, a Era Vargas, os ecos do nazismo e do fascismo: esse é o contexto histórico da narrativa. Personagens reais e fictícios vivem histórias de amor, amizade, luta e conquista.

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