Em 2017, foi sancionada uma série de mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil pela presidência do país. Por isso, quem está pensando em obter o FIES 2018 para entrar numa faculdade precisa ficar atento às novas regras para saber se é elegível e de que forma ocorrerá o pagamento do valor solicitado.

Porém, nem sempre é fácil encontrar, na rede, um conteúdo que explique de forma simplificada esse assunto, não é verdade? Pensando nisso, preparamos um post sem termos pra lá de mirabolantes ou muita enrolação para você ficar por dentro dessas mudanças e entender melhor como é o funcionamento desse programa. Acompanhe!

O que é o FIES?

Como você já deve saber, o FIES nada mais é do que um programa de financiamento criado pelo próprio Ministério da Educação ainda na década de 1990.

O propósito dele é permitir que estudantes que não têm como assumir os custos do ensino superior privado — por ter uma renda familiar abaixo do necessário para isso — possam, sim, fazer uma graduação, independentemente do curso escolhido.

Para tanto, ele pode ser solicitado para cobrir parcialmente o valor das mensalidades do curso, com 50% ou 75%, ou integralmente, com 100% dos custos.

Como ele funciona?

A cada ano, são abertas novas vagas para que você se torne um estudante beneficiário do programa. Contudo, para conseguir uma delas, é preciso participar de um processo seletivo que leva em conta o seu resultado no ENEM — o que só mostra a importância de você se preparar bem e mandar ver no exame!

Uma vez dentro da nota de corte estabelecida, é só correr para o abraço da família e dos amigos e, posteriormente, fazer sua inscrição na instituição na qual você deseja se graduar. Simples, não é?

Quais as normas para entrar no FIES 2018?

“Beleza, entendi tudo. Mas até agora não foi falado sobre nenhuma das alterações, correto?”, você deve estar se perguntando (e com razão). De fato, o funcionamento do programa não teve nenhuma modificação.

Um dos primeiros pontos a ter as regras alteradas foi a norma para entrar no FIES 2018. Ou seja, os requisitos que você precisa ter para ser elegível para o financiamento. Abaixo, nós reunimos os pontos que se mantiveram:

  • não pode ter zerado a redação ou tirado pontuação inferior a 450 no Enem;

  • não pode ter nenhum débito com o Programa de Crédito Educativo;

  • não pode ser bolsista integral ou parcial do ProUni em uma universidade diferente daquela com a qual você se inscreveu no FIES;

  • não pode trancar a matrícula do curso;

  • não pode ser bolsista duas vezes do FIES.

O que mudou?

Até 2017, a regra quanto à renda familiar era clara: não podia ultrapassar três salários mínimos. Porém, isso mudou com a nova formulação do financiamento.

Agora, quem tem um orçamento familiar de até cinco salários mínimos também pode concorrer a uma vaga. Com isso, só aumentam as oportunidades para a galera que tanto sonha em ser um profissional com uma baita carreira pela frente.

Como se dá o pagamento e qual é a carência do financiamento?

Chegamos em outra parte que também sofreu alteração e que costuma gerar muitas dúvidas por tratar justamente de questões mais burocráticas, como parcelamento e restituição do valor solicitado. Por isso, abra o olho e fique atento, hein?! Para começar, vamos falar sobre dois pontos estratégicos que continuam: a utilização e o resgate.

O primeiro diz respeito ao período do seu curso — quatro, cinco ou seis anos —, em que você paga apenas os juros do programa a cada 90 dias. O valor não ultrapassa a quantia de R$ 150,00.

O segundo, por sua vez, diz respeito à devolução do financiamento recebido ao MEC (por isso o nome de “resgate”). Ele ocorre depois que você se forma e pode ser dividido, no máximo, em até 156 parcelas mensais, isto é, 13 anos.

O que mudou?

No formato anterior do programa, havia uma carência. Ou seja, ao se graduar e obter o diploma, você tinha até 18 meses para começar a pagar o resgate. Todavia, essa prática não existe mais e é preciso iniciar o pagamento assim que você estiver trabalhando.

Além disso, o valor das parcelas também conta com uma nova regra que está diretamente ligada à renda familiar da qual falamos há pouco.

Por exemplo, quem tem um orçamento familiar de até três salários está isento de juros e pode pagar uma quantia que não ultrapasse a soma de 10% da renda mensal. Já para aqueles com até cinco salários, não há limite de percentual sobre a renda, porém pode haver juros de até 3% ao mês.

Qual o limite da mensalidade a ser financiada?

Outro ponto que foi totalmente reformulado é o limite da mensalidade que a sua graduação pode ter em uma instituição privada. Antes, esse valor não podia ser superior a R$ 5.000,00. Já com o FIES 2018, ele deixa de existir e você não precisa mais se preocupar com o que fazer caso seu curso só exista em uma única universidade na sua cidade e, por coincidência do destino, seja acima desse montante. Sem mais sufoco!

Quais são os cursos prioritários?

Por fim, há um aspecto que foi modificado e que amplia as possibilidades do processo seletivo para todos os estudantes: o fim da prioridade que tinham os cursos das áreas da saúde, educação, licenciaturas e exatas — o que, até alguns anos atrás, representavam a esmagadora maioria das vagas.

Com isso, caso você seja da galera de humanas e identifique-se mais com artes, produção audiovisual ou publicidade, por exemplo, terá, a partir de agora, as mesmas chances de entrar no programa que alguém que planeja se formar em odontologia ou medicina. Basta, é claro, ter uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio!

E então, tirou todas as suas dúvidas sobre o FIES 2018? Pois agora é hora de aprimorar seus estudos e dedicar-se para alcançar o financiamento necessário para ingressar no ensino superior. Por isso, siga a gente no Facebook, no Twitter, no Instagram e no YouTube e não marque bobeira na hora de se preparar para o Enem!

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