HISTOLOGIA ANIMAL - TECIDO EPITELIAL

A histologia é o ramo da Biologia que estuda os tecidos, sua origem embrionária, sua diferenciação celular, estrutura e funcionamento.

Os animais são seres multicelulares, ou seja, constituídos por um grande número de células que trabalham de forma integrada. A vantagem disso é que podem dividir e desempenhar funções diferenciadas, conferindo eficiência ao organismo.

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Essa quantidade e variedade de tipos celulares permite o surgimento dos tecidos corporais.

O tecido corresponde a um grupo de células semelhantes e altamente integradas que desempenham uma determinada função.

 

ORIGEM DO TECIDO ANIMAL

Todos os tecidos do corpo de um animal são originados através dos folhetos germinativos, tecidos embrionários.

Os folhetos germinativos representam um conjunto de lâminas celulares, denominados de ectoderma, mesoderma e endoderma.

 

De acordo com os folhetos germinativos, os animais podem ser classificados em diblásticos e triblásticos. A única exceção são as esponjas que não apresentam folhetos.

No mais, apenas os cnidários são diblásticos, possuem somente ectoderme e endoderme. Todos os outros grupos de animais são triblásticos.

Portanto, é a partir dos folhetos germinativos que se originam os tecidos, órgãos e sistemas dos organismos.

 

Ectoderme

A ectoderme é o folheto mais externo que reveste o embrião. Da ectoderme origina-se a epiderme e seus anexos, unhas, pelos, garras, algumas glândulas e penas. Além dos epitélios de revestimento das cavidades nasais, bucal e anal.

A partir da ectoderme, também, são formadas todas as estruturas do sistema nervoso, o encéfalo, nervos, gânglios nervosos e medula espinhal.

 

Mesoderme

A mesoderme localiza-se na porção mediana, entre a ectoderme e mesoderme. A partir da mesoderme, formam-se os músculos, ossos e cartilagens.

A mesoderme também origina os componentes do sistema cardiovascular, como: coração, vasos sanguíneos, tecido linfático e tecido conjuntivo. E os componentes do sistema urogenital, como: rins, uretra, órgãos genitais e gônadas.

 

Endoderme

É o folheto germinativo mais interno. A partir da endoderme, origina-se o revestimento do tubo digestório e das estruturas glandulares associadas à digestão.

Também forma os pulmões. Em peixes e anfíbios, origina as brânquias.

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TIPOS DE TECIDO ANIMAL

Nos animais vertebrados, existem quatro tipos principais de tecidos: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso.

 

TECIDO EPITELIAL

Os tecidos epiteliais são formados por células justapostas, com pouca substância intercelular e muitas estruturas de adesão (desmossomos e zonas de adesão). Possuem terminações nervosas, mas não possuem vasos sanguíneos, recebendo nutrição do tecido conjuntivo sobre o qual se apoia.

A maioria das células epiteliais apresenta nítida polaridade, isto é, são facilmente distinguíveis dois “lados”, um deles voltado para a camada de tecido conjuntivo e substâncias adesivas ( a lâmina basal), chamado de polo basal, e o outro voltado para o lado oposto, geralmente uma superfície lisa, chamado polo apical.

Por exemplo, a porção apical das células intestinais têm estruturas digitiformes que aumentam a superfície de contato para a absorção de nutrientes.

Podemos classificar os tecidos epiteliais em tecido epitelial de revestimento e tecido epitelial glandular.

 

a) Tecido epitelial de revestimento:

Como o nome indica, forma o revestimento externo do corpo e também das cavidades internas (tubo digestivo, aparelho respiratório, aparelho urinário e vasos sanguíneos).

Os epitélios de revestimento, além da função protetora que exercem, podem também ser de secreção, sensoriais, de absorção e ciliados.

b) Tecido epitelial glandular:

As glândulas são estruturas formadas por uma célula ou agrupamentos de células epiteliais secretoras, que produzem substâncias e as eliminam.

Elas podem ser classificadas segundo três critérios:

 

Modo de eliminação da secreção:

Ø  holócrinas: a célula toda é eliminada junto com a secreção (glândulas sebáceas).

Ø  merócrinas: a secreção é eliminada sem que a própria célula seja eliminada também (a maioria das glândulas).

Ø  apócrinas: a secreção é eliminada com pequena porção do citoplasma, que depois sofrem regeneração (glândulas mamárias e sudoríparas).

 

Presença ou ausência de dutos que conduzem a secreção para o exterior da glândula:

Ø  endócrinas: ausência de dutos (hipófise, tireóide, paratireóide).

Ø  exócrinas: presença de dutos (lacrimal, sudorípara, sebácea).

Ø  mistas ou anfícrinas: apresentam os dois tipos (pâncreas, fígado, gônadas).

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