PRINCIPAIS PENSADORES DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

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Fala, galera! Eu sei, vocês já estavam com saudades, né? Bem, já que estavam tão ansiosos, vou dizer logo sobre o que vamos discutir neste blog. Então, galerinha, nossa viagem filosófica chegou ao Porto dos Pensadores Contemporâneos do Século XIX. Isso mesmo, hoje bateremos um papo com Kant, Mill, Marx e companhia limitada.

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Gostaram? Que bom, então vamos nessa, pois o tempo é curto…

O início dessa aventura foi o Iluminismo, movimento que surgiu na Europa, na segunda metade do séc. XVIII e que marcou profundas transformações na produção artística, filosófica, política, literária e jurídica. Vocês sabiam que os pensadores iluministas defendiam que “todos os homens são dotados de uma espécie de luz natural, racionalidade”?

Por esse motivo, afirmavam a possibilidade da ocorrência de um progresso racional da humanidade. Por isso, durante o iluminismo, os filósofos buscaram descobrir a verdade sobre a natureza, o conhecimento e a humanidade e assumiram esse desafio percorrendo diferentes caminhos.

Bem, agora que estão por dentro do contexto histórico, vamos para nossa primeira visita. Nela, o papo será com Kant.

 

 

Kant nasceu em Königsberg, Prússia Oriental, em 1724. Foi o principal pensador do Esclarecimento. Ele acreditava que somente um Estado organizado em bases republicanas poderia realizar o ideal iluminista de progresso e aperfeiçoamento da espécie humana.

Como os demais pensadores iluministas, Kant entendia que a humanidade era capaz de se aperfeiçoar moralmente e de se tornar responsável por seu próprio destino, sem a necessidade da tutela dos reis, padres ou pastores. Porém, esse ideal só poderia se tornar num regime republicano, em que houvesse separação de poderes e em que o povo fosse o único soberano.

Kant afirmou, ainda, que a liberdade era a meta final da história da humanidade e que estava próxima de se realizar. Idealizou um futuro em que a violência e a guerra, que caracterizam a história humana até então, seriam substituídas por uma republica mundial, da qual todos os homens seriam cidadãos.

Além de política, ele também se interessou por temas relacionados com a moral. Por falar nisso, para Kant, uma vez que temos a habilidade de deliberar e dar razões para uma ação, o julgamento moral deve avaliar as razões pelas quais uma ação foi tomada. Desta forma, agir erroneamente é violar as regras criadas por nossa própria razão pessoal ou criar regras que não podem ser vistas consistentemente como leis universais.

Conforme lido, para Kant, a moralidade não diz respeito a apenas o que fazer, mas também a por que fazer. Aqueles que fazem a coisa certa, não o fazem só por causa do modo como se sentem: a decisão precisa ser baseada na razão, pois é ela que diz que é o nosso dever, independentemente de como porventura nos sentiremos. Desta forma, o nosso dever moral é o nosso dever moral. Quaisquer que sejam as consequências ou circunstâncias, devemos agir segundo o nosso dever.

Partindo da Alemanha em direção a Inglaterra, agora conversaremos com Bentham, pois assim como Kant, ele também gostava de debater questões morais.

Jeremy Bentham, nasceu em Londres em 1748. Ele escreveu o livro “Uma introdução aos princípios da moral e da legislação”. Neste texto, ele estabeleceu o princípio da utilidade, segundo o qual uma ação é aprovada quando tem a tendência de trazer e oferecer a mais felicidade. Sendo assim, o utilitarismo ou princípio da maior felicidade estaria fundamentado na ideia de que a coisa certa a ser feita é exatamente a que iria produzir a maior felicidade.

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Bentham afirmou que a felicidade é definida como presença do prazer e ausência da dor. Sendo assim, para medir prazer e dor, ele verifica duração, intensidade e a probabilidade de originar outros prazeres. Em seguida, ele subtraia as unidades de dor que possam ser causadas pela ação. O resultado deste cálculo é o valor de felicidade da ação.

Ainda na Inglaterra, vamos bater um papo agora com o Mill.

John Stuart Mill nasceu em Londres, em 1806. Aos vinte anos, tornou-se um dos pensadores mais brilhantes de sua época. Ele também se destacou como um ativista contra a injustiça e também se tornou um dos primeiros a defender os direitos das mulheres, chegando a ser preso por fomentar o controle da natalidade.

Sua maior contribuição filosófica foi o estabelecimento do princípio do dano. Segundo Mill, todo adulto deveria ser livre para viver como quisesse, desde que ninguém seja prejudicado no processo.

De volta à Alemanha, nossa parada agora é para conversarmos com o Hegel.

Hegel nasceu em Stuttgart, na Alemanha, em 1770. Ele entendia que a forma de pensar do homem seria variável de acordo com o tempo. Assim, seria impossível determinar uma verdade universal que fosse válida para todos os homens em todas as gerações, ou seja, que vigorasse independentemente do tempo e do espaço. Sendo assim, para ele, “toda consciência é uma consciência do seu tempo”. Desta feita, a história constitui ponto central das ideias de Hegel.

Em sua concepção filosófica, ele defendeu que o espírito do mundo se desenvolve pelo mesmo tipo de padrão que uma ideia durante uma discussão, a dialética. Primeiro, há uma ideia a respeito do mundo, que por uma falha inerente, dá oportunidade ao surgimento da antítese. Essa tese e a antítese, por fim, reconciliam-se com a criação da síntese e surge uma nova ideia composta dos elementos tanto da tese quanto da antítese.

 

Ainda na Alemanha, visitaremos a cidade de Dantzig, pois lá nasceu o Schopenhauer.

Arthur Schopenhauer nasceu em Dantzig, Alemanha, em 1788. Avesso ao cristianismo, ele desenvolveu um notável interesse pelas religiões orientais, como budismo e hinduísmo, agregando elementos dessas religiões à sua filosofia.

Embora o trabalho filosófico de Schopenhauer aborde ampla variedade de assuntos, de modo geral, há sempre o tema do pessimismo e a presença da dor inerente à condição humana.

Além disso, ele criticou o otimismo nos trabalhos de Kant e Hegel, que afirmavam que a sociedade e a razão determinam a moralidade de uma pessoa. Schopenhauer evidenciou que os indivíduos são motivados pelos próprios desejos ou vontade de viver, que nunca estaria satisfeita. Sendo esta o que guiaria a humanidade e, ao mesmo tempo, a causa de todo os sofrimento da espécie humana. Isso porque o sofrimento seria resultado do fato de sempre querermos mais.

 

Eu sei, vocês estão curtindo de maneira demasiada essa nossa viagem pela Alemanha, por isso, resolvi continuar aqui. Porém agora, o papo será com ele, o crítico do capitalismo, Karl Marx.

Marx nasceu em Trier, na Alemanha, em uma família judaica. Durante sua estadia em Paris, Marx trabalhou como editor dos Anuários franco-germânicos, principal órgão da esquerda, e entrou em contato com os socialistas franceses. Entretanto, a pedido do governo prussiano, foi expulso da França e estabeleceu-se provisoriamente em Bruxelas, na Bélgica.

 

Para Marx, as relações sociais são determinadas, ao longo da história, pelas dinâmicas de produção, uma vez que diferentes produtos dependem de distintas relações de trabalho. Dessa forma, para ele, a cada época se desenvolveram um modo de ação especializada do trabalhador e uma maneira especifica de produzir. Este fenômeno ficou conhecido como modo de produção.

 

Marx via a história como um padrão evolutivo de uma serie de sistemas econômicos que conduzia à criação de diferentes sociedades e que trazia à tona ressentimentos entre as classes.

 

Para Marx, as classes sociais da sociedade capitalista são definidas por sua relação com o mundo do trabalho. De um lado estão os empresários (burguesia/proprietários dos meios de produção), do outro estão os trabalhadores (proletariado/vendem sua força de trabalho em toca de salário). Entretanto, esta relação entre essas duas classes é conflituosa, na medida em que a sobrevivência de uma depende da exploração da outra.

 

A luta de classes marca o conflito entre a conservação e a transformação. O desejo do capitalista de preservar seus direitos de propriedade dos meios de produção e de exploração do trabalho do operário é, por definição, antagônico ao anseio do trabalhador por jornadas menos duras de trabalho, maiores salários e participação nos lucros em caráter imediatista.

Nossa ultima parada na Alemanha será para conhecer o Nietzsche.

Nietzsche nasceu em Röcken, Alemanha, em 1844. Segundo ele, existem dois elementos fundamentais e antagônicos: o espírito apolíneo que representa a ordem, a harmonia e a razão e, o espírito dionisíaco, que representa o sentimento, a ação e a emoção.

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Para Nietzsche, a tragédia grega teria surgido como síntese de tendências artísticas que expressavam as duas forças presentes no mundo, na vida e na sociedade grega: a apolínea e a dionisíaca. De acordo com ele, enquanto houve equilíbrio entre as duas forças, a arte prosperou e estabeleceu o ponto mais alto da cultura grega. No entanto, quando o apolíneo passou a preponderar, quando a razão e a ordem subjulgaram os instintos e a paixão, quando a compreensão do mundo tornou-se unilateral, a sociedade grega teria entrado em decadência.

Em A genealogia da moral, Nietzsche estabeleceu a gênese dos conceitos éticos tradicionais, revelando, assim, sua fraqueza e arbitrariedade, a moral de rebanho. Isso porque, para ele, seria um erro imperdoável submeter-se a esta moral, anulando assim sua vontade e reprimindo seus desejos. Segundo ele, a moral cristã nada mais era do que a pregação da renuncia à vida e do ascetismo. O cristianismo iria contra tudo o que é vital e digno no homem, opondo e reprimindo sua natureza. Surge então em sua mente o super-homem.

Esse super-homem, sobretudo, ama a vida e construirá o sentido de sua existência na sua natureza, na sua vontade de potencia, apoiado não em um mundo celeste inexistente, mas na Terra e nas coisas terrenas, em seu corpo e em seus instintos.

Querido(a) viajante, nosso translado pelo maravilhoso e emocionante mundo da filosofia contemporânea fica por aqui… 😥 Espero você em breve. Assim, faremos outras viagens!

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