Hey, vestibulande! Preparade para mais um blog? Então para tudo que estiver fazendo e vamos entender um pouco mais sobre as Leis de Newton e suas aplicações. Antes de começar de fato a falar sobre o conteúdo, vamos imaginar um pouco…

 

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E se uma melancia caísse em sua cabeça? O que você seria capaz de fazer? Felizmente as melancias são frutas de cultura rasteira, então pouco provável que caiam, né? Hehe Mas seria bem interessante relembrarmos a queda da provável maça que iria determinar o futuro da humanidade.

Reza a lenda que uma maça, ao cair na cabeça de um jovem inglês chamado Isaac Newton, teria mexido com os neurônios do rapaz (ainda bem que organizou tudinho na cachola…hihi).

 

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Bom, o que realmente se sabe é que Sir Isaac Newton, um autêntico cavaleiro de Vossa Majestade, recebeu tal honraria devido às infindáveis contribuições no avanço da matemática e da compreensão do universo e de seus mecanismos. Das várias descobertas de Newton, vamos abordar agora uma pequena fatia delas, as leis que regem a mecânica clássica, também conhecidas como Leis de Newton. Preparade?

 

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A Primeira Lei (princípio da inércia)

Um corpo deverá permanecer em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme a não ser que uma força recaia sobre ele.

Esse princípio é facilmente percebido ao entrarmos em um ônibus quando o mesmo se põe em movimento. Durante a aceleração, sentimos que nosso corpo resiste ao movimento, o que nos mantém coladinhos na cadeira.

Por sua vez, durante as frenagens, tendemos a continuar o movimento, já que quem está freando é o ônibus, então se segura direitinho pra pagar mico no buzão….

 

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No entanto, de todas as situações experimentadas nesse veículo, as curvas são as mais comuns e requer do passageiro um domínio da inércia para compensar esses efeitos inclinando o corpo, sobretudo se estiverem em pé no veículo, tem de manjar dos paranauê hehe.

 

A Segunda Lei (Lei fundamental)

Caso você tente empurrar uma parede, irá perceber que não conseguirá pô-la em movimento, então pode estar se perguntando: “Será que Newton vacilou feio dessa vez?”.

Na verdade, o que fica nas entrelinhas é que nem toda força é capaz de produzir movimento tão pouco aceleração. Sendo assim, o que ocorre na verdade é que, para ter esse poder, tem de haver uma sobra de força. Essa sobra é conhecida como força resultante.

Segundo o Sir Isaac Newton, quando uma força resultante atua em um corpo de massa (m), o mesmo desenvolve uma aceleração (a), o que pode ser equacionado como a lei fundamental da dinâmica

 

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Mas afinal o que é essa tal de força resultante?

Como é uma grandeza vetorial, quando várias forças atuam em um corpo, é necessário determinar se há resultante (resultado da atuação de todas elas). Caso a resultante seja nula, quer dizer todas as forças envolvidas se anulem, não sobrará nadinha sequer. Mas se houver sobra, essa pode mover o corpo causando, assim, no mesmo uma aceleração.

 

A Terceira Lei (Lei da ação e reação)

Chegamos na lei que deu origem a alguns ditados populares, como: “Aqui se faz aqui se paga”; “quem planta vento colhe tempestade”; “bateou, levou”.

Mesmo sem querer espalhar a discórdia e o sentimento de vingança (acho, né? hihi), Newton descobriu que toda ação produzida tem como consequência uma reação, sendo essa de mesma direção, mesmo valor e sentido oposto.

De fato, quando empurramos um objeto, sentimos que esse objeto também nos empurra de volta. E vale lembrar que, dependendo da sua massa e do tal objeto, é você que irá se mover e não ele. Lembra da parede que falávamos anteriormente? Então, quando você a empurra, está praticando uma ação e, por sua vez, a parede o empurra de volta praticando a reação.

É importante lembrar que uma ação e sua reação não podem se anular, pois elas atuam em corpos diferentes. Uma prova disso é que, ao bater palmas, você sente a dor das batidas nas duas mãos.

 

Mas acha que chegamos ao fim? Aí que você se engana, bb!

Vamos aprender um pouco sobre a influência das descobertas do grande Cavaleiro das trevas (ops… não é o Batman não, viu?). Deixe-me ser mais claro: falamos de Newton, o Cavaleiro que surge em meio ao fim da idade das trevas (forma errônea a que muitos se referem à Idade Média). Mas isso deixa para o professor Vatemberg hehe. Por enquanto, ficamos na abordagem físico-matemática.

 

Quem já usou um elevador deve ter sentido os efeitos das leis de Newton. Quando o elevador está em movimento uniforme (quando a velocidade é constante), nada de anormal acontece com seus passageiros, mas quando o elevador acelera ou freia, é possível sentir alguns desconfortos.

Quando o elevador está subindo e acelerando, seu assoalho comprime o corpo dos passageiros dando-os a impressão de ganho de peso (nos sentimos mais pesados).

Por sua vez, quando o elevador está descendo com aceleração, os passageiros terão a impressão de se sentirem mais leves, já que, nesse movimento, o assoalho tende a fugir dos pés dos passageiros.

 

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Ah, antes de equacionar o que ocorre no elevador, deixe-me contar um segredo…

Quando subimos em uma balança apoiada no solo, o valor que temos registrado pelo mostrador da mesma é o valor da normal (força que surge partindo da superfície de apoio em direção ao corpo nela apoiado). Então, se estivéssemos sobre uma balança dentro de um elevador que se movimenta com aceleração o que poderia acontecer?

Caso o elevador desça com aceleração

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Caso o elevador suba com aceleração

 

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Nessas equações, N é a força normal, m é a massa do corpo apoiado, g é a aceleração gravitacional e a é a aceleração do elevador.

Outra aplicação interessante das leis está relacionada à acessibilidade destinada a pessoas com dificuldade de locomoção. As rampas de acesso facilitam a vida de muita gente, possibilitando mais facilmente a subida em locais com desníveis.

Esse tipo situação há muito já foi explorada tanto nas cidades quanto nas rodovias, onde existe as famosas ladeiras, o que na física pode ser representada pelos planos inclinados.

 

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Como é recomendado, na física não trabalhamos com nenhuma grandeza vetorial inclinada. Então devemos fazer a decomposição vetorial da força peso, separando as parcelas Px e Py, fazendo uso do seno e do cosseno do ângulo de inclinação do plano.

Essa decomposição nos permite calcular a parcela da força peso responsável pelo movimento do corpo plano abaixo Px = P. sen (ângulo) e a parcela que contribui para o apoio sobre o plano Py = P. cos (ângulo).

 

Pensou que não iriamos falar nele né… o atrito!!!

 

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Essa é uma das principais aplicações das leis, sendo grande responsável pela interação entre os corpos que entram em contado direto. É o atrito o grande responsável para nos mantermos em movimento, uma vez que permite que a reação do solo nos empurre durante uma corrida, por exemplo.

Esse mesmo atrito nos permite segurar um lápis, um brinquedo e até mesmo fazer e receber carinho quem gostamos.

Além disso, o atrito pode ser estático, onde o corpo não consegue entrar em movimento ou dinâmico, quando ocorre enquanto há movimento acontecendo.

A força de atrito depende também do tipo de superfície na qual o corpo está apoiado, lembrando que, nas superfícies mais lisas, temos menor atrito (menor coeficiente de atrito); e em superfícies mais rugosas, temos maior atrito (maior coeficiente).

 

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A força de atrito atua sempre a se opor à tendência de movimento do corpo que está sendo empurrado.

 

Então, chuchu, dessa vez ficamos aqui com o legado do grande Newton, e vamos aprofundando cada vez mais. Sabe como é, né? No Explicaê, há todas as aulas envolvendo as leis de Newton e muito mais, com questões resolvidas, lista de exercícios e muito conteúdo para você aprimorar e se Newtonizar pra valer hehe

Vamos jogar duro nessa jornada? No aguardo, hein? Hehe

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