Olá, amores, estão preparades? Hmm… não sabem sobre o que estou falando, né?  Então, bb, trataremos no blog de hoje tudo sobre Filosofia Clássica para o Enem (e serve para os demais vestibulares, é claro hehe). Realizaremos uma viagem espetacular ao fabuloso mundo dos gregos antigos! haha  

 

Não sabe o por quê? Certo, vou explicar, chuchu.

 

A Filosofia Clássica é um tema recorrente na prova do ENEM. Então, acreditamos que seria bem legal batermos um papinho sobre este conteúdo e, de quebra, darmos boas risadas ao longo de nossa viagem. hehe

 

Bem, então, ajustem os cintos, pois vamos iniciar à viagem…

 

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Eu disse que era para ajustar os cintos! Haha Brincadeiras à parte, vamos nessa!

 

Por dentro do contexto histórico…

 

Mas por que precisamos compreender o contexto histórico?

 

Então, chuchu. Quando compreendemos o momento histórico, fica mais simples de entendermos as ações, motivações e pensamentos de cada filósofo, pois, como disse Hegel, filósofo alemão, “toda consciência é uma consciência do seu tempo”. Portanto, bb, vamos seguir o conselho do sábio! Haha

 

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O século V a.C. foi marcante para os gregos, em especial, para os atenienses. Nesse período, ocorreram transformações nas esferas cultural, intelectual e política. Isso porque as antigas perspectivas religiosas e aristocráticas já não atendiam mais as necessidades dos gregos.

 

Impulsionados pelo ideal democrático e visando satisfazer as novas demandas e expectativas sociais, gradativamente fora desenvolvido um novo modelo educacional com o intuito de preparar o cidadão para a vida política, em especial, para o debate público em espaços como a Ágora. 

 

Neste novo modelo de organização do poder político, os cidadãos não podiam deixar de expressar habilidades ligadas ao discurso, ou seja, falar bem em público era um pré-requisito para o exercício da cidadania.

 

Pronto,  my friend, agora que vocês já dominaram o contexto histórico, vamos conhecer os principais pensadores ligados ao que denominamos de Filosofia Clássica, mas antes, irei apresentá-los aos meus amigos mestres da retórica. Já sabem de quem estou falando, né? Isso mesmo, os sofistas…

 

Os sofistas eram educadores voltados ao ensino da retórica. Mas, afinal, vocês sabem o significado da palavra “sofista”? Não sabem? Pois, bem, o termo “sofista” vem do grego sophos, que significa sábios.

 

Os sofistas, em geral, não eram atenienses, mas oriundos das colônias gregas da Jônia e Magna Grécia. Esses pensadores defendiam o humanismo e o relativismo.

 

O posicionamento relativista deles contribuiu para que fossem duramente criticados por Sócrates e seus seguidores, uma vez que, para essa galera, o conhecimento, a justiça e a moral, seriam verdades absolutas. Em resumo, não concordavam com a ideia do relativismo sofístico.

 

Vale ressaltar que os sofistas eram especialistas em retórica e oratória. Eles costumavam percorrer as cidades-Estados fornecendo seus ensinamentos, suas técnicas. Por isso, acabaram se destacando na formação educacional, principalmente a dos atenienses (Paideia), pois propiciavam uma preparação para a atuação na vida política.

 

A viagem foi boa? Bom, espero que estejam gostando da nossa viagem! Haha

 

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Agora, vou apresentá-los a outro pensador clássico, este era baixinho, rechonchudo e um pouco calvo. Ele também lutou na Guerra do Peloponeso, já sabem sobre quem estou falando? Ele mesmo, nosso querido Sócrates, o homem da celebre frase “só sei que nada sei”.

 

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Sócrates viveu em Atenas entre os séculos V a.C. e VI a.C.. Porém, isso vocês já sabiam…

 

Agora o que não sei se vocês sabiam (eu sei, achei engraçado fazer um trocadilho com a frase mais famosa dele haha) é que Sócrates costumava utilizar os espaços públicos para expor seus pensamentos e suas ideias.

 

Vale lembrar que ele chamava a atenção dos jovens atenienses para o fato de estarem distante da prática de uma verdadeira democracia.

 

Exatamente por isso foi acusado de não ser religioso e de corromper a juventude.

 

Sócrates acreditava que, para se tornar sábio, o individuo deve ser capaz de compreender a si mesmo. Isso ficou evidenciado na frase “uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida” que é atribuída a ele. 

 

Que rufem os tambores e soem os clarins, pois agora vou apresentá-los ao cara que lançou os pilares do pensamento ocidental… Não sabem de quem estou falando? haha

 

Vamos às dicas…

 

Ele foi filósofo, matemático, autor de diversos livros, fundou uma Academia em Atenas (a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental).

 

Ainda não sabem quem é?

 

Últimas dicas…

 

Seu verdadeiro nome era Arístocles, mas recebeu o apelido de “Platão”, que em grego significa “ombros largos”.

 

Platão nasceu em 429 a.C., portanto, viveu o período final do chamado “século de ouro” da cultura grega, sobretudo a cultura de sua cidade natal, Atenas, o grande centro intelectual das várias cidades gregas.

 

Sua filosofia foi escrita em diálogos e abordava temas variados como arte, teatro, ética, conhecimento e política.

 

Platão notabilizou-se na antiguidade por unir as concepções ontológicas dos pré-socráticos, Heráclito (mobilista) e Parmênides (imobilista) em sua “Teoria das Formas”.

 

Segundo a teoria das ideias, existiam dois Mundos, o inteligível e o sensível.

 

O mundo sensível seria o mundo visível, ou seja, feito de imagens e sons (mutável, imperfeito e transitório), já o mundo inteligível seria o mundo abstrato, conceitual e, portanto, daria sentido e existência ao mundo visível (imutável, perfeito e eterno).

 

Ah, ele também tratou de assuntos relacionados à vida em sociedade… Quer saber mais sobre isso? Vem comigo…

 

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No livro A República, Platão descreve uma sociedade perfeita. Nela, os filósofos ocupariam o posto mais alto da sociedade e, também, governariam os cidadãos. Abaixo estavam os soldados, cuja finalidade era defender o país. Na base da sociedade, estariam os trabalhadores.

 

Amores, chegamos à última estação desta nossa aventura filosófica, desta vez, não farei suspense, vamos conhecer o meu querido parceiro, Aristóteles.

 

Aristóteles nasceu na Macedônia em 384 a.C., estudou com Platão e foi preceptor de Alexandre, o Grande.

 

Apesar de ter sido discípulo de Platão, Aristóteles rejeitou a “Teoria das Formas” desenvolvida pelo seu mestre, pois acreditava que a maneira de entender qualquer categoria geral era examinando seus exemplares particulares.

 

Aristóteles é considerado fundador da Lógica Clássica. Para ele, a lógica nos capacita a descobrir erros e estabelecer verdades. Ele foi o formulador do Silogismo (é um tipo de raciocino em que a conclusão pode ser deduzida com base em premissas e suposições específicas.). Desta forma, por estabelecer as regras do raciocínio correto, a lógica serve de orientação para as demais ciências.

 

Exemplo:

 

gregos-humanos

 

Outra coisa bem legal em Aristóteles era sua concepção acerca da política…

 

Para Aristóteles, “o homem é um animal político”, ou seja, a política nasceu de uma necessidade natural do homem que é inclinado por sua natureza à vida em comunidade. Desta forma, para ele, a ideia de viver em sociedade é uma condição essencial para o homem.

 

Aristóteles entendia que a política tinha por finalidade o “bem comum” e os governantes deveriam possuir qualidades excepcionais.

 

Sendo assim, para ele, o bom governante seria aquele que governava para todos e não para uma minoria privilegiada socialmente nem para uma maioria marcada pela exclusão e pela exploração.

 

Isso é tudo, bb. Chegamos ao final desta viagem e espero que você tenha gostado. Já que você conhece os filósofos clássicos, agora é enrolar as mangas das camisas e colocar a mão na massa.

 

Bons estudos e até a próxima!

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