Fala, vestibulande! Pensando em deixar você ainda mais afiades para as questões de programa de saúde do Enem, vamos comentar hoje sobre as principais viroses cobradas nessa provinha, tá?

 

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – Aids

 

Vamos começar falando de Aids, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que é uma doen­ça infecciosa causada pelo vírus da imunodeficiência humana HIV. Esse é um retrovírus envelopado que usa os linfócitos TCD4 como células hospedeiras. Lembrem-se de que essas células são responsáveis por avisar ao resto do sistema imunológico que o corpo foi invadido e que sem elas não teremos como dá o start para a produção dos nossos anticorpos.

 

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O ciclo reprodutivo do HIV envolve as seguintes etapas: acoplamento e fusão do vírus à célula hospedeira (1 e 2), produção de DNA a partir de RNA (3), integração do DNA viral ao da célula hospedeira (5), produção de novos RNAs virais (6), síntese de proteínas virais (7), junção das proteínas virais com o RNA do vírus (9) e liberação do HIV para infecção de novas células hospedeiras (10).

 

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A identificação do HIV no nosso organismo é feita por exames como o ELISA que detecta a presença de anticorpos anti-HIV no plasma sanguíneo do indivíduo. Para os soropositivos, são aplicados coquetéis com inibidores de enzimas retrovirais que inibem a reprodução do vírus.

 

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Os únicos meios de transmissão do HIV cientificamente comprovados são: relações sexuais com portadores do HIV (apesar de o HIV não atravessar pele e mucosas intactas, o atrito do ato sexual gera lesões microscópicas que possibilitam a transmissão do vírus); transfusão de sangue contaminado pelo HIV; uso de seringa ou de material cirúrgico contaminado pelo HIV; placenta de mães infectadas pelo HIV – de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (2004), a transmissão congênita ocorre em cerca de 6,8% dos casos de mulheres grávidas soropositivas; leite materno de mães contaminadas pelo HIV.

 

As principais medidas profiláticas são:

usar preservativo durante as relações sexuais, a fim de evitar a contaminação do parceiro através do sêmen com HIV ou da mucosa vaginal ou anal; sexo oral também pode levar à transmissão do vírus; utilizar apenas seringas descartáveis e materiais cirúrgicos devidamente esterilizados; não compartilhar seringas e agulhas; o uso do coquetel em mulheres grávidas portadoras do HIV e que apresentam Aids reduz, consideravelmente, a possi­bilidade de o bebê vir a ser contaminado pelo HIV, sendo que, dos 6,8% de chance já mencionados, as possibilidades de transmissão congênita caem para menos de 1%; evitar a amamentação ao saber que é portadora do HIV.

 

A vacina anti-HIV poderá tornar-se uma arma contra o avanço dessa pandemia. Atualmente, há protótipos de vacinas em fase de testes clínicos. Entretanto, um fator que tem amea­çado o sucesso das vacinas é o fato de o HIV ser altamente mutagênico.

 

Além das medidas profiláticas já mencionadas temos que falar de mais duas: a PEP e a PrEP.

 

PEP – Profilaxia Pós Exposição ao HIV

 

É uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando os medicamentos, para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente, por meio do sexo sem camisinha ou em caso de acidente com o uso de preservativos, tal como ruptura, acidentes com material perfuro-cortantes (acidentes com agulhas, bisturis…) e na violência sexual.

 

Esses medicamentos, precisam ser tomados por 28 dias, sem parar, para impedir a infecção pelo vírus. No caso de um possível contato com o vírus HIV, a pessoa deve procurar, o quanto antes, um serviço credenciado. Esse primeiro atendimento é considerado de urgência porque o uso dos medicamentos deve começar o mais cedo possível.  O ideal é que você comece a tomar a medicação em até 2 horas após a exposição ao vírus HIV e no máximo após 72 horas. A eficácia da PEP pode diminuir à medida que as horas passam. A indicação de utilização dos medicamentos para prevenção será avaliada por um profissional de saúde.

 

PrEP – Profilaxia Pré-exposição ao HIV

 

A profilaxia pré-exposição é o uso do medicamento antirretroviral diariamente, por via oral, de comprimidos de Truvada (Tenofovir combinado com Emtricitabina) para prevenção ao HIV,   por quem não vive com HIV, mas que se encontra em situação de elevado risco de infecção, por não utilizarem o preservativo nas relações sexuais.

 

Com o medicamento já circulando no sangue no momento do contato com o vírus, o HIV não consegue se estabelecer no organismo. A PrEP está disponível para algumas populações prioritárias: homossexuais; pessoas trans; profissionais do sexo; pessoas que usam drogas; e pessoas em relacionamento sorodiferente (casal em que um é soropositivo e outro não).

 

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É importante mencionar que, uma vez agravada a imunodepressão, o portador da in­fecção pelo HIV pode apresentar infecções oportunistas (IO), como herpes, pneumonia, candidíase, toxoplasmose e tumores como o sarcoma de Kaposi.

 

Gripe

 

A gripe é causada pelo influenzavírus, um vírus envelopado com oito moléculas de RNA. A contaminação ocorre por con­tágio direto, por meio de aerossóis de saliva ou gotículas de secreção contaminadas expelidas pelas vias respiratórias. Nor­malmente, é mais recorrente em épocas de chuvas, quando a aglomeração de pessoas facilita a transmissão viral.

 

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O vírus da gripe ataca os tecidos das porções superiores do aparelho respiratório, mas raramente atinge os pulmões. Há aumento na produção de muco, corrimento nasal (coriza), obs­trução nasal (não devido ao muco, mas devido ao edema da mucosa pituitária, tanto é que, ao assoar o nariz, a obstrução permanece), fraqueza, dores musculares, febre, prostração, dores de cabeça e tosse.

 

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A prevenção deve ser efetuada evitando-se contato com pessoas doentes. O uso de antipiréticos e analgésicos com­bate os sintomas, bem como o uso de vasoconstritores, que diminuem a obstrução nasal. O repouso permite a ação do sistema imunológico, e a vitamina C aumenta a resistência e a produção de anticorpos.

 

A gripe aviária, gripe do frango ou gripe das aves, em fun­ção de suas características, pode ser transmitida de aves para o ser humano. Essa enfermidade tem como agente etiológico o vírus influenza H5N1. As formas de contágio em seres hu­manos são o contato direto com secreções de aves infecta­das pelo vírus e por meio do ar, da água, dos alimentos e de roupas contaminadas. Os sintomas incluem febre alta, dores musculares, dificuldades e problemas respiratórios.

 

O vírus da “gripe suína clássica“ (influenza A, subtipo H1N1) foi reportado no México em março de 2009 e se espalhou pe­los Estados Unidos, Canadá, América Latina, Ásia, Europa e Austrália. Nos adultos, os sintomas são muito semelhantes aos da gripe comum, como falta de apetite, tosse, falta de ener­gia, febre, náuseas, vômitos, irritabilidade, falta de vontade de ingerir líquidos, entre outros.

 

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Dengue

 

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da forma como se apresenta.  Seu agente etiológico é um vírus envelopado com RNA de cadeia simples, do gênero Flavivirus, pertencente à família Flaviviridae, com quatro sorotipos conhecidos: DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4.

 

O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, portador do vírus, no ciclo ser humano-Aedes aegypti-ser humano. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o ví­rus, depois de oito a doze dias de incubação extrínseca.

 

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A transmissão mecânica também é possível quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, alimenta-se de um hospedeiro suscetível próximo. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia nem por fontes de água ou alimento.

 

Apenas as fêmeas do mosquito transmitem a doença, uma vez que precisam de ferro e proteínas do sangue para produzir seus ovos, e o macho do mosquito é herbívoro (fitó­fago). O mosquito contamina-se ao picar um homem ou outro mamífero contaminado e pode transmitir o vírus à descen­dência pelos ovos. O Aedes aegypti vive em ambientes do­mésticos e age durante o dia, possui cor preta com o abdome listrado de branco. É um inseto da ordem Diptera, pterigoto e holometábolo, como revela a ilustração a seguir.

 

Em um segundo contágio, por um sorotipo diferente do da primeira vez, posto que o indivíduo se torna imune ao sorotipo que já contraiu, adquire-se a forma hemorrágica da dengue, forma mais grave da doença, podendo haver epistaxe, petéquias, gengivorragia, metrorragia, hematê­mese, melena, hematúria, forte queda de pressão arterial e lábios roxos. Além disso, o indivíduo pode sofrer de dores abdominais, insuficiência renal, infarto agudo do miocárdio, vômitos, inflamação no fígado e, ainda, encefalite, caracte­rizando a síndrome do choque pela dengue. Alternam-se letargia e agitação.

 

A dengue pode ser controlada e, eventualmente, erra­dicada com a eliminação dos mosquitos vetores. Uma for­ma eficaz de combate ao mosquito é impedir seu acesso a qualquer tipo de água parada. Há três formas de controle da doença:

  • Mecânica – Consiste na eliminação de frascos, garrafas e pneus que acumulem água. Esse é o principal mecanismo de controle da doença. A água dos vasos deve ser trocada com frequência ou ser substituída por terra. Deve-se usar tela protetora em janelas e portas para impedir o acesso do mosquito às moradias, principalmente em habitações próximas de lagos, rios e represas.
  • Química – Consiste na utilização de inseticidas, como o “fumacê“ (UBV ou ultrabaixo volume).
  • Biológica – Consiste na utilização de peixes larvófagos para devorar as larvas em focos; comumente se utilizam os peixes da espécie Betta splendens, conhecidos como “peixes-beta”.

 

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Não existe tratamento específico da dengue, apenas tra­tamento sintomático, ou seja, o uso de uma medicação restri­ta para diminuir os sintomas da doença, como a febre e a dor de cabeça. O repouso é necessário, e os casos mais graves exigem internação hospitalar. Além disso, doença pode ser controlada e, eventualmente, erradi­cada por meio do combate aos mosquitos vetores, eliminan­do-se os criadouros do inseto.

 

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