(ENEM 2019 1ª APLICAÇÃO) Essa atmosfera de loucura e irrealidade, criada pela aparente ausência de propósitos, é a verdadeira cortina de ferro que esconde dos olhos do mundo todas as formas de campos de concentração. Vistos de fora, os campos e o que neles acontece só podem ser descritos com imagens extraterrenas, como se a vida fosse neles separada das finalidades deste mundo.
Mais que o arame farpado, é a irrealidade dos detentos que ele confina que provoca uma crueldade tão incrível que termina levando à aceitação do extermínio como solução perfeitamente normal.
A partir da análise da autora, no encontro das temporalidades históricas, evidencia-se uma crítica à naturalização do(a):
enquadramento cultural, que favorece os comportamentos punitivos
segregação humana, que fundamenta os projetos biopolíticos
cosmologia religiosa, que sustenta as tradições hierárquicas
alienação ideológica, que justifica as ações individuais
ideário nacional, que legitima as desigualdades sociais