(ENEM 2018 2º APLICAÇÃO) Os próprios senhores de engenho eram uns gulosos de doce e de comidas adocicadas. Houve engenho que ficou com o nome de “Guloso”. E Manuel Tomé de Jesus, no seu Engenho de Noruega, antigo dos Bois, vivia a encomendar doces às doceiras de Santo Antão; vivia a receber presentes de doces de seus compadres. Os bolos feitos em casa pelas negras não chegavam para o gasto. O velho capitão-mor era mesmo que menino por alfenim e cocada. E como estava sempre hospedando frades e padres no seu casarão de Noruega, tinha o cuidado de conservar em casa uma opulência de doces finos.
O texto relaciona-se a uma prática do Nordeste oitocentista que está evidenciada em:
Comercialização ambulante de quitutes para reproduzir a tradição portuguesa.
Criação artesanal de iguarias para assegurar as redes de sociabilidade.
Circulação regional de produtos para garantir as trocas metropolitanas.
Fabricação escrava de alimentos para manter o domínio das elites.
Produção familiar de bens para festejar as datas religiosas.