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Pesquisador do instituto pasteur, louis calmette desenvolveu um soro...

(ENEM 2009 2ª APLICAÇÃO) Pesquisador do Instituto Pasteur, Louis Calmette desenvolveu um soro contra picada de cobras najas do sudeste asiático, fabricado na França, desde 1894. Pouco depois, o mineiro Vital Brazil pesquisou soros específicos para jararaca e cascavel junto à equipe do recém-criado Instituto Butantan. O valor científico de suas descobertas difundiu-se apenas em 1915, quando o soro antiveneno da Crotalus terrificus foi aplicado em um funcionário do zoológico de Nova Iorque, picado por Crotalus atrox do Texas. O fato foi noticiado e comentado nos jornais da época. Pelo relato de Vital Brazil, ficamos sabendo que o permanganato de potássio e o soro Calmette já haviam sido empregados, sem que o estado do doente se modificasse para melhor. A ação do soro específico não se fez esperar: seis horas após a sua aplicação, o doente começou a melhorar, e, 12 horas depois, era considerado livre do perigo.

REZENDE, J. Caminhos da medicina: providencial coincidência na história do ofidismo

Disponível em: http://www.usuarios.cultura.com.br/jmrezende/vitalbrazil.html. Acesso em: 30 abr. 2008.

Como o soro antiveneno de Calmette não funcionou, a surpresa dos cientistas e do público em relação à cura do funcionário deveu-se ao fato de, naquela época, conhecer-se pouco:

  • o efeito da vacina no processo de cura, ao se combaterem invasores e toxinas.

  • a atuação dos soros no organismo, que forneceriam anticorpos apropriados para se neutralizar antígenos.

  • a taxonomia de Lineu, que era pouco valorizada porque apresentava cascavéis brasileiras e texanas em uma mesma família de serpentes.

  • o uso de antissépticos e calmantes como parte da profilaxia e do tratamento de picada de cobra.

  • a biotecnologia, que teria permitido a identificação das proteínas correspondentes aos genes.

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