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Ciclo do Açúcar e Sociedade Colonial

Próximo da igreja dedicada a são gonçalo nos deparamos...

(ENEM 2012 1ª APLICAÇÃO) Próximo da Igreja dedicada a São Gonçalo nos deparamos com uma impressionante multidão que dançava ao som de suas violas. Tão logo viram o Vice- Rei, cercaram-no e o obrigaram a dançar e pular, exercício violento e pouco apropriado tanto para sua idade quanto posição. Tivemos nós mesmos que entrar na dança, por bem ou por mal, e não deixou de ser interessante ver numa igreja padres, mulheres, frades, cavalheiros e escravos a dançar e pular misturados, e a gritar a plenos pulmões “Viva São Gonçalo do Amarante”.

Barbinais, Le Gentil. Noveau Voyage autour du monde. Apud: TINHORÃO, J. R.

As festas no Brasil Colonial. São Paulo: Ed. 34, 2000 (adaptado).

O viajante francês, ao descrever suas impressões sobre uma festa ocorrida em Salvador, em 1717, demonstra dificuldade em entendê-la, porque, como outras manifestações religiosas do período colonial, ela

  • harmonizava as relações sociais entre escravos e senhores.

  • demarcava a submissão do povo à autoridade constituída.

  • seguia os preceitos advindos da hierarquia católica romana.

  • afirmava um sentido comunitário de partilha da devoção.

  • definia o pertencimento dos padres às camadas populares.

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