(ENEM 2015 2ª APLICAÇÃO) Sabe-se o que era a mata do Nordeste, antes da monocultura da cana: um arvoredo tanto e tamanho e tão basto e de tantas prumagens que não podia homem dar conta. O canavial desvirginou todo esse mato grosso do modo mais cru: pela queimada. A fogo é que foram se abrindo no mato virgem os claros por onde se estendeu o canavial civilizador, mas ao mesmo tempo devastador.
FREYRE, G. Nordeste. São Paulo: Global, 2004 (adaptado).
Analisando os desdobramentos da atividade canavieira sobre o meio físico, o autor salienta um paradoxo, caracterizado pelo(a)
predomínio da monocultura, que era voltada para exportação.
natureza da atividade econômica, que concentrou riqueza.
rudimento das técnicas produtivas, que eram ineficientes.
modelo civilizatório, que acarretou danos ambientais.
demanda de trabalho, que favorecia a escravidão.