Olá, queride! No dia de hoje trago um assunto muito importante da matéria Geografia: Migrações internas e externas no Brasil!

Atenção: Esse é o primeiro passo para desvendar tudo sobre Geografia!

Então, papel e lápis em mãos para anotar tudo sobre um dos assuntos que mais caem no Enem!

 

 

Maravilhose, dentro de um mesmo país, as pessoas se deslocam. Chamamos esse deslocamento de migrações internas, em que pessoas se movimentam entre regiões, estados ou municípios. Há várias causas que colaboraram para que esse tipo de fluxo migratório ocorra, como o fator econômico. Além da migrações internas, houve e há a entrada de imigrantes no Brasil. A esse fluxo internacional, damos o nome de migrações externas. Elas acontecem, geralmente, por causa de problemas políticos ou guerras no país de origem imigrantes. 

Qual o tipo de migração interna mais comum no Brasil?

É o êxodo rural –  movimento da população das áreas rurais para as áreas urbanas – o que mais ocorre no Brasil. Isso ocorre devido a diversos fatores relacionados às condições dos moradores das áreas rurais, como:

  • Concentração de terras;
  • Superexploração da mão-de-obra;
  • Poucas oportunidades de trabalho para os jovens;
  • Carência de escolas nas áreas rurais;
  • Secas prolongadas ou enchentes;
  • Baixos salários;
  • Mecanização de algumas lavouras.

Essas são as causas que expulsaram os cidadãos brasileiros do campo na segunda metade do século XX.

Será que a vida na cidade são só flores?

Aí que você se engana, queride. Apesar de haver muitas boas oportunidades para as pessoas na cidade, foi criada uma falsa ilusão que todos poderiam ter melhores condições de vida nela, como:

  • Bons empregos nas indústrias e serviços;
  • Salários mais altos;
  • Maior acesso à assistência médica e educação.

Esses aspectos funcionaram como um atrativo que provoca a mudança de populações do campo para a cidade.

Quais as consequências do êxodo rural?

Como consequência do êxodo rural, tivemos: o grande crescimento da população urbana e a diminuição proporcional da população rural em nosso país.

Esse movimento do campo para a cidade ocasionou o intenso processo de urbanização ocorrido, principalmente, após as décadas de 1950 e 1960.

Qual a consequência desse movimento migratório?

É triste dizer, my friend, mas surgiu uma grande massa de excluídos nos grandes centros urbanos de nosso país. Essa população habita, geralmente, as periferias dessas cidades, em bairros desprovidos de infraestrutura, de transportes e de saneamento básico, muitas vezes formando as chamadas favelas.

Outros movimentos da população:

Ah, quase esqueci de dizer! Além do êxodo rural, existem os movimentos da população:

  • de áreas rurais para áreas rurais;
  • de áreas urbanas para áreas rurais (êxodo urbano);
  • de áreas urbanas para áreas urbanas.

Movimento pendular

Em regiões urbanizadas, são comuns movimentos diários de pessoas que saem de bairros periféricos para trabalhar em áreas centrais. Esses são chamados de movimentos pendulares, por lembrar o mecanismo do pêndulo de um relógio (que vai e vem).

Movimento sazonal

Em áreas agrícolas é comum o movimento de trabalhadores para outras regiões, em que há necessidade de mão-de-obra para o cultivo de algum produto (períodos de safra). São os movimentos sazonais (transumância), assim chamados por se realizarem conforme as estações de plantio e colheita.

O que motivou fluxo migratório na Região Sul?

A partir da década de 1970, a Região Sul passou a ter importância como área de saída populacional em direção à nova fronteira agrícola brasileira (MT, RO) e estados do Nordeste (CE, RN, AL e BA).

Na Região Sul, houve o aumento das culturas mecanizadas (a soja), a geada negra que atingiu a cafeicultura e o crescimento do tamanho médio das propriedades foram fatores que colaboraram para a expulsão dos trabalhadores rurais e dos pequenos proprietários. No Paraná, por exemplo, registrou-se a maior saída de migrantes do Sul.

Além da Região Sul, houve intenso fluxo em quais regiões do Brasil?

A população da Região Centro-Oeste cresceu 73% na década de 1970, enquanto a Norte obteve maior crescimento populacional na década de 1980. Nessas duas regiões, o crescimento deu-se em razão do intenso fluxo migratório, favorecido pelo projeto de colonização e pela abertura de novas rodovias.

O novo retrato do Brasil mostra a presença de polos regionais de desenvolvimento e uma tendência à urbanização. Metrópoles tais como São Paulo e Rio de Janeiro, que sempre se destacaram como centros de atração, tiveram as menores taxas de crescimento. Este novo quadro demográfico exigirá alterações nas políticas públicas e nos investimento privados.

A violência impulsiona a migração?

Bebê, infelizmente, a violência urbana “empurra” as pessoas para municípios de médio e grande porte distanciados da metrópole em busca de melhores condições de vida e de segurança.

Por que os nordestinos deixaram de ser migrantes internos?

Pois é, eles voltaram, mas isso aconteceu porque eles perceberam que, no nordeste, poderiam ter uma vida melhor. A volta de nordestinos aos seus estados de origem também foi significativa, e começa a mudar o perfil do nordeste de área de expulsão populacional. A realocação produtiva que vem ocorrendo no Brasil resultou no fortalecimento da economia da região através da expansão industrial, de atividades agropecuárias e do turismo. Com o aumento das possibilidades de emprego e renda, o nordeste tem atraído pessoas de outras regiões do país.

QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS FLUXOS MIGRATÓRIOS INTERNOS NO SÉCULO XX?

 

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  1. Fluxos migratórios do Nordeste para os grandes centros urbanos do Sudeste, mais intensamente após a década de 1950, sobretudo em direção ao Estado de São Paulo.
  2. Fluxos migratórios do Nordeste para a Amazônia em direção às novas áreas agrícolas e aos garimpo, após a década de 1960.
  3. Fluxos migratórios do Nordeste e Sudeste para o Centro-Oeste, entre as décadas de 1960 e 1970, principalmente devido à construção de Brasília.
  4. Fluxos migratórios dos estados do Sul, além de São Paulo e Minas Gerais, para o Centro-Oeste e o Norte, especialmente a partir da década de 1970, com a expansão das áreas de colonização agrícola.

 

AS MIGRAÇÕES EXTERNAS NO BRASIL

 

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Como começaram as migrações externas no Brasil?

O Brasil foi o quarto país a receber pessoas de outros países na América, ficando atrás dos Estados Unidos, da Argentina e do Canadá. O marco do início da imigração em nosso país foi o decreto assinado em 1808 por Dom João VI, que permitia a posse de terras por estrangeiros. A partir daí, grandes contingentes de portugueses, italianos, alemães, espanhóis, eslavos e japoneses, entre outros, procuraram o Brasil como nova pátria.

 

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É possível distinguir quatro períodos sucessivos de imigração no Brasil: período alemão (1850-1871); período ítalo-eslavo (1872-1886); período italiano (1887-1914) – foi o período de maior entrada, chegando a atingir 100 mil imigrantes anuais; período japonês (1920-1934).

No Brasil, a imigração foi forçada ou espontânea?

Na maior parte das vezes, provocada, e raramente espontânea. Por esse motivo, as maiores entradas coincidiram com períodos em que houve escassez de mão de obra na lavoura, intensificando-se, por isso, a propaganda brasileira no exterior.

Quais os fatores favoráveis à imigração?

Entre os vários fatores, podemos citar os seguintes:

  • Grande extensão do território e escassez de população;
  • Desenvolvimento da agricultura cafeeira no Planalto Paulista, que passou a exigir numerosa mão de obra;
  • Dificuldades em obter escravos africanos após a extinção do tráfico (1850);
  • Abolição da escravatura (13/5/1888);
  • Incentivo de certos governos de países europeus;
  • Crise econômica na Itália, Alemanha e Espanha, caracterizada pelo desemprego, estimulando o fluxo imigratório para o Brasil.

 

Por que a vinda dos imigrantes ao Brasil diminuiu a partir de 1930?

A causa da redução foi um conjunto de fatores, dentre os quais podemos citar:

  • A crise da Bolsa de Valores de Nova York em 1929, que causou instabilidade econômica mundial;
  • A queda do preço do café, principal fonte de divisas para o Brasil;
  • A Lei de Cotas da Imigração, instituída em 1934 no governo Vargas;
  • A reestruturação econômica depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
  • O golpe militar de 1964, período de instabilidade política e social no país;
  • O aumento da dívida externa e a repressão política, que desestimularam as migrações internacionais.

 

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O que aconteceu no início da década de 1980?

Essa década é conhecida como “década perdida”, o baixo crescimento econômico fez o Brasil conhecer um processo novo em sua dinâmica populacional – a emigração de brasileiros, principalmente para os Estados Unidos, Japão, Europa e América Latina.

E isso é tudo, pessoal! Espero que vocês tenham gostado desse super conteúdo sobre Migrações no Brasil para arrasar no Enem!

 Afinal, este é um dos assuntos que mais caem em história no Enem

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